quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
SOLIDÃO
Carrego no meu peito saudades do que nunca vivi
Comemoro batalhas que nunca venci,
Lembro-me do que meus olhos nunca viram
Trago em mim uma poesia que não tem rima nem refrão,
Mas sou encharcado por uma alma que ama além do amor,
Sou traduzido pela solidão que fiel companheira, não me abandona
Sou homem de vida curta, de sonhos perdidos, de amores não vividos
Das frases que mais ouvi, nenhuma significa o que sou
E o que sou se perdeu entre os muitos de mim que me quiseram ser.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
DESABAFO
Alta madrugada e nos meus
sonhos eu sou príncipe
Isso, destes com cavalo
branco, roupa bonita
Destes que toda donzela
suspira
Destes que nunca ficam de
fora dos sonhos de nenhuma garota
Como disse, é alta
madrugada, e estes são meus sonhos.
Ler romances demais faz
isso, a gente luta pra ser perfeito
Mas no fundo, os imperfeitos
são melhores
A dura escolha é sempre a de
sonhar ou não
A minha escolha fiz, ainda
sou mocinho
Mesmo não estando nos sonhos
de ninguém,
Ou mesmo sendo de alguém por
tão pouquinho tempo
Ah, um dia encontro alguém
que seja feliz ao me permitir fazê-la feliz.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
DESPEDIDA
Nunca mais música, sem você
o mundo é um tempo silencioso
Nunca mais amor, sem você o
simples perde o sentido
Nunca mais eu, sem você me
perco nas muitas faces do que sou
Nunca mais teu sorriso, sem
você meu mundo perde o brilho
Sou um violão sem cordas
Sou um piano sem teclas
Sou um saxofone sem ar
Assim termina a noite fria, ou quente talvez, não importa
Mas terminou sem você, cansada desta vida, você partiu
Partiu para viver sozinha, para conhecer o que de si ainda não viu
Mas ao ir sozinha, me deixou só, logo eu que era eu quando éramos nós
E hoje sou apenas violão sem cordas
Silenciou-se o canto do poeta,
Finalizou-se a canção de amor
Se antes eu era o poeta que ao cantar lhe fazia apaixonada,
Hoje sou apenas pessoa estranho indigno de seu amor
Nunca mais meu anjo lindo, nunca mais estrela em forma de gente
Calado meu violão, calado meu coração, me despeço: Adeus!
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