ESCURIDÃO

Um grito entalado na garganta, uma vontade de correr, mas não sei a direção. A vida passou e eu fiquei, incrustado de minhas histórias tristes, dos meus fantasmas transvestidos em memórias. Sim, me puxam para baixo, me levam para trás, me distanciam cada vez mais, são as ondas me levando cada vez mais longe da praia.

Continuo a procurar os rumos como os olhos sem iluminação procuram a maçaneta da porta que fecha o quarto escuro. É procurar a luz que está do outro lado, mas é preciso o portal, é preciso ir além da escuridão. Tento chamar atenção, mas é o grito mais silencioso que sai de dentro de mim.

Quero correr para não perder nenhum segundo, para que a vida não seja sempre sem você, mas de tempo em tempo o tempo te levou para longe, iluminada abandou-me na escuridão, mas disso eu não sei, e me motivo em um dia iluminado ver novamente seu rosto competir com o clarão do dia, da sala clara do mundo azul.

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