DESPEDIDA
Nunca mais música, sem você
o mundo é um tempo silencioso
Nunca mais amor, sem você o
simples perde o sentido
Nunca mais eu, sem você me
perco nas muitas faces do que sou
Nunca mais teu sorriso, sem
você meu mundo perde o brilho
Sou um violão sem cordas
Sou um piano sem teclas
Sou um saxofone sem ar
Assim termina a noite fria, ou quente talvez, não importa
Mas terminou sem você, cansada desta vida, você partiu
Partiu para viver sozinha, para conhecer o que de si ainda não viu
Mas ao ir sozinha, me deixou só, logo eu que era eu quando éramos nós
E hoje sou apenas violão sem cordas
Silenciou-se o canto do poeta,
Finalizou-se a canção de amor
Se antes eu era o poeta que ao cantar lhe fazia apaixonada,
Hoje sou apenas pessoa estranho indigno de seu amor
Nunca mais meu anjo lindo, nunca mais estrela em forma de gente
Calado meu violão, calado meu coração, me despeço: Adeus!
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