NUMA DESSAS MADRUGADAS

Numa dessa madrugadas eu marquei um encontro.
Encontro com as minhas melancolias;
Encontro com minhas que insistem em rolar no meu rosto sofrido.
Encontro com o meu desejo de não ficar só, pelo menos essa noite.

Na mente as lembranças se embaraçam, não porque sofro.
Sinto um punhal atravessar lentamente meu coração,
E eu, apenas assisto tamanho ato de dor e agonia.
O que poderei fazer? Se a cada dia o meu coração se esfria mais
Quando se faz ouvir um grito dentro da minha alma
Pedindo por socorro, pedindo por calor.

E nas minhas lágrimas que rolam sem saber porque,
Tamanho são os embaraços de meu pensamento
Que as fazem se misturar entre presente, passado e um incerto futuro.
Não sou mais dono de mim e nem de meu sofrimento, nem meu rosto sabe
Porque tamanho desfiguramento, porque tanto tremor de tristeza.

E no meu desejo de não ficar só, percebo quem realmente sou
Pelo menos por essa noite, mas no fundo gostaria que fosse assim
E que em todas as outras madrugadas se repetisse, a solidão não é boa,
É fria, é doente, é escura.

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